Mensagens da autora
Tenho estado ausente deste espaço que é inteiramente meu,
dedicado inteiramente a vocês: que me lêem. Talvez por ter em mente que as
redes sociais façam mais sentido, sejam mais próximas, e por saber que a
proximidade nestas circunstâncias é bela.
Mas e no depois: quando o furor acabar, quando os comentários ficarem escassos;
e depois nesse dia? Lamentar-me-ei, por não ter usado também isto, que fica
para sempre: para saber que disse; que fiz – que falei -. Sobretudo, para saber
que agradeci.
Os dias têm sido caracterizados pela emotividade extrema. Pelo carinho, pela
surpresa. Têm sido bons.
Hoje parei por um pouco, deixei que os ânimos acalmassem e que surgisse tempo
para eu escrever, sobre o que achava que era necessário.
Agora que parei e que me resolvi dedicar a escrever para a página linda de que
me orgulho, que é o meu livro, tenho algo a dizer: gostava que quem já meu leu,
quem falta ainda ler, soubesse de uma coisa que eu aprendi. Pedaços de mim.
A vida não é má nem nos poe em circunstâncias más. A vida dá-nos coisas, e nós,
por conveniência, colocamo-las no lugar que achamos correcto: aquele que nos
torna pequenos; aquele que faz de nos o centro e o elo mais fraco – de quem é
preciso ter compaixão -.
Somos nós que fazemos as vitórias ou as derrotas – que aprendemos ou nos
limitamos a vitimar constantemente -.
Tenho isto hoje: a certeza de que fiz o melhor, porque tenho um livro, uma família,
educação, princípios: e ainda assim, uma irmã com paralisia cerebral, que nunca
me impediu de eu ser pura, inteira e boa. A vida colocou-me aqui, e eu fiz do
agora, o presente grande que me está a ser dado.
Obrigada a todos, que continuam e aos que chegam.
Obrigada.
Queria agradecer - desta forma mais pública - pela forma maravilhosa como as pessoas
se têm dirigido a mim. Pelas vezes que me confessaram eu, com a minha escrita,
ter impulsionado a coisas serem criadas. Pedaços de história que foram rasgados
que agora, são uma vontade maior - um objectivo -.
Fico feliz por também o meu objectivo se estar a realizar; a minha escrita ser
mais. Não ser uma história, mas sim uma mensagem, um pedaço de uma vida
inteira, uma realidade transfigurada, que traz imagens bonitas às mentes.
Obrigada - por tornarem isto possível - .
Os dias têm sido preenchidos, por um turbilhão de sentimentos bonitos - cada um
deles - por de tão diferente terem. Têm sido ainda preenchidos pela forma
delicada como me abordam e agradecem, elogiam, reparam detalhes. Pela abordagem
contínua, sempre tranquila e seguida de um abraço.
Obrigada pelos abraços carinhosos - muito obrigada - .
Espero reencontrar-vos todos por aí, numa rua colorida.
Um beijinho,
Marta Guerreiro
Resolvi escrever esta mensagem (que é para vocês) durante o regresso a casa, à verdadeira casa, Lisboa. Não por ser melhor ou pior, mas por ter mais de mim nela.
Resolvi escrever esta mensagem durante o regresso a casa, por terem sido estes dias uma viagem diferente, mais especial e preenchida: por ser um começo que se sobrepôs a um final, como acho ser com tudo o que acontece.
Toda a esta viagem foi possível por vocês, pelas pessoas que não acham as palavras apenas palavras, e que acreditam que possam ser mais: trazer coisas inteiras. Toda esta viagem foi possível para vocês. Porque existia a necessidade de me fazer ouvir, e vocês ouviram, tendo a noção que ainda sou uma voz quase anónima na sociedade, mas é o começo, que decerto terá um final, mas que por agora não me diz nada, esse final.
Resolvi, portanto, escrever esta mensagem durante o regresso a casa: porque existem árvores, traços contínuos, e magia, muita magia deixada lá atrás. No caminho que já foi uma expectativa e hoje é algo realizado: um começo (bonito e inteiro), por vocês que me lêem; para vocês.
Obrigada
2011-05-22 às 22:31:19 Agora sim é tempo de dizer: sejam bem-vindos às minhas palavras.
O lançamento foi hoje, o lançamento do livro, da mensagem que é minha, de toda uma vitória de uma forma inteira.
As pessoas. Os sorrisos. As expetativas. Tudo notável no olhar com que me abordavam naquele cantinho em Moimenta da Beira, com um cartaz meu. Com sorrisos diferentes entre si, que me diziam (também) coisas diferentes. Que me pediam palavras distintas entre si, mas todas elas bonitas e grandes.
Hoje sim foi o dia. O dia! Um daqueles que irá ficar petrificado numa memória que é eterna, enquanto eu for. E agora sou.
Agradeço a quem esteve presente (no sentido literal e no que não é literal); agradeço aos meus pais, os olhos cheios de orgulho que se enchiam de lágrimas bonitas.
Agradeço à minha professora, a professora Mar, que apareceu pela porta castanha do Auditório, com uma beleza inconfundível, e com palavras mágicas, cheias de amor. Agradeço, agradeço e agradeço; de uma forma pura. Simples e bonita,
com sentimentos que queria ainda expor mas que têm que ficar para outros dias, mesmo que sejam chuvosos como este, mas que nem isso irá prejudicar naquilo que é meu, no que me preenche e realiza.
Este foi o dia, e mais virão, inteiros.
Obrigada gente gira.
Boa noite, acho que os desabafos podem ser feitos aqui: por serem tão puros.
Já alguma vez sentiram que estão a pisar cada degrau, como sempre foi suposto? Como sempre idealizaram? Pois bem, penso ser esta a minha escada, pelo menos por agora.
Pelo menos por agora sei que sou ouvida, ou que me lêem, e que tenho coisas (inteiras) para dar de uma forma mágica: através da literatura.
Devia ser-nos incutido a magia que é ler. Desde sempre. Isso ajuda-nos a avançar com a imaginação: "A ser mais que os homens", como já oiço dizer desde há muito.
É por isso que estou ou me sinto, na escada, nos degraus correctos: Estou a transmitir coisas (novamente inteiras) da forma mais pura.
O que poderia pedir mais, uma rapariga de 16 anos? Além de ser uma companhia de alguém através de um livro, através de palavras que achamos que são só nossas a dada altura, mas que deixam de ser, e ainda bem. Que passam a ser de muita gente, e a fazer algum sentido não só para quem as diz, para quem as escreve;
Agradeço a oportunidade de estar no sitio onde sempre me vi pertencer: na magia do amor pelas palavras, pela leitura.
Desejem-me sorte para amanhã minha boa gente, (será o lançamento);
Marta Guerreiro
2011-05-19 às 01:14:38